
E lá fomos nós: dia sete de junho de 2008 para a estréia. Zezito deu a idéia, reuniu a malandragem e juntou a equipe: Oscar e Léo K. nos violões e vozes, Gui no baixo, Pedro P. na voz, Juninho, Jean, Bruno e Nathália na percussão(que no nosso caso recebeu o vertiginoso apelido de A Macumba). Na direção de arte laticíneos em geral Bruno Terra.
A idéia era reunir um monte de amigos para tocar samba, samba rock e qualquer outra música do gênero, desde que fosse boa e que todos gostassem.
A prestigiosa data comemorava o aniversário do Zé e ele queria variar um pouco e como bom produtor que é, sentiu cheiro de lazzanha de mãe na boa idéia que tinha tido:
-Que isso filho, nós vamos tocar até em BH – vagava o menino produtor
-Calma Zé, nem repertório a gente tem, ninguém deu certeza ainda – respondia em coro a galera, tentando esconder a empolgação da sugestão mirabolante.
Brigas daqui, conversas de lá e tudo ficou mais ou menos resolvido para a estréia do All star samba nas tardes de Lavras.
O repertório
Seria a parte mais fácil e prazerosa da brincadeira. E realmente foi:
-Essa hein! Hmmmmm!
-Chico fi, Chico!
-Vinícius, sem Vinícius eu vou tocar em banda sertaneja, Deus livre guarde amém sarava!
-Cartola!
-Bela...bela!
-Meu fi, neguinho vai chorar!
-Risos!
“Eu tenho essa”, “eu tenho aquela” e todos ficaram de passar pra cada um as pequeninas que possuiam.
Tudo lindo: empolgação, uma galerinha que já tinha tocado algumas vezes e em algumas bandas, músicas que todos gostavam.
Os sambistas de primeira viagem mais felizes do Brasil!
A Festa
Léo viria de Ouro Preto com a responsa de segurar no violão(Oscar não poderia tocar por causa de suas pelejas com o mestrado em BH). Gui não tinha confirmado presença e rolou um boato na boca nanica que um cara da Ufla, O Lenda (acabou que virou lenda mesmo) iria tocar cavaco.
Toca o telefone e Zezim com sua voz de Pavarotti dos Ipês e Das Escolas avisa:
-Três horas no circuito prá passar o som – passar som no nosso caso vale como ensaio também, vale lembrar
Todos lá, empolgação na mão e músicas no papel.
-E aí Léo, rolou de tirar as músicas?
-É velhinhos, sabe... é... é...é...
Silêncio fúnebre no Circuito e um putz! geral.
-Güelamo, gritava em coro a massa.
Mas como Deus é pai e o samba sabe das coisas, tudo correu melhor que o esperado: o Léo segurou com o repertório dos anos e anos de estrada, Oscar chegou de última hora e já mandou mais algumas que ele tocava com o Pedro desde 1614; a macumba sustentou o compasso; e todo mundo que o Zé queria, e a gente também, compareceu, cantou junto e perdoou alguns deslizes.
Tudo que a gente queria: ambiente animado, boas energias, público gentileza e amigos. Todo mundo com samba no pé, na cabeça e compromisso com a alegria.Dia 07/06/2008: o primeiro ziriguidum dos meninos do AllStar
2 comentários:
Bom demais o samba
Melhor ainda os amigos
Adorei a história. óia que tem mais né... Bjo carinhoso a todos.
Lívia
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