quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Trio Pouca Chinfra e a Cozinha


Os caras têm estilo; e samba dos bons.
Vindos de Recife (prá variar) eles fazem um samba de roda de primeiríssima qualidade.
A banda é composta por 11 integrantes que além de tocar seus instrumentos se aventuram pelos vocais. Quem comanda as vozes é Mago Fabrício, cujo timbre dá cara à irreverência das letras e dos arranjos.
Essa irreverência é um caso a parte na música do Pouca Chinfra: um cara que é humilhado por uma mulher na sinuca; o próprio Mago Fabrício que se anima demais na cachaça e não aguenta tocar; ou a história do derrotado Paulinho Galocha e do galã e boa praça Zé Magrelinho.
Além das músicas de autoria própria o TPC toca em seus shows clássicos que vão de Noel Rosa a Originais do Samba, sempre mantendo o esquema de descontração que todo samba deve ter.

Só que infelizmente eles só têm quatro músicas, que foram lançadas em um EP que pode ser conferido no http://www.myspace.com/triopoucachinfra
Mas garantem que sai um disco completo em 2009.
Até lá...Simbora Pouca Chinfra!


Adianta o lado: “Zé Magrelinho é galã, Tarcísio Meira fica prá trás” – da música Paulinho Galocha.
“Um achocolatado, um aperitivo, pro meu aqui do lado, o Mago Fabrício que tá derrubado” – trecho de Todynho pro Mago


Adianta o ladaaaaaaaaaasso:
além do link para baixar as músicas o “allstar samba pirataria aha uhu a net é nossa” avisa que, prá quem estava órfão do som barato, aqui está ele, de volta e escondido: http://sombarato.org/node/47
Nota, amargurada, de rodapé: As flautas e alguns trombones das músicas do EP foram gravadas por o Rafa, que era flautista do Mombojó e morreu prematuramente em julho deste ano em decorrência de problemas cardíacos.

Dois do Samba



A gente sempre pensa que uma banda de samba ou vem do Rio ou da Bahia e às vezes da saudosa Vila Madalena em Sampa.

Mas esses dois caras fazem questão de falar que são de BH, apesar de não nascidos lá.

Dudu Nicácio, natural de Oliveira-MG e agitador cultural – responsável pelo, entre outros, projeto “Do Morro ao Asfalto”, uma roda de samba itinerante que gira os aglomerados de vilas e favelas da região metropolitana de Belo Horizonte. Compositor, ator, palhaço e advogado ele faz com Rodrigo Braga, carioca de Campo Grande, pianista, arranjador e representante inato da malandragem (ouçam e reparem na voz do menino) essa dupla que celebra a cumplicidade, a amizade e o encontro; elementos fundamentais para um samba fino e bom de ouvir como desses dois malucos.

Adianta o lado: Vá de cara pras “impossíveis de ouvir uma vez só” Samba Morena; Tarzan (o filho do alfaiate) – releitura de Vadico e Noel Rosa e Glossário.

Adianta o ladasso: “De lutas não entendo abacates, pois meu nobre alfaiate não faz roupa pra brigar” – trecho de Tarzan (o filho do alfaiate)